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Published On: qui, set 11th, 2014

Responsável por fraudar perfis de jornalistas na Wikipedia é “petista de carteirinha”

Bandeira_PTLuiz Alberto Marques Vieira Filho, apontado pela Casa Civil da Presidência da República como o responsável por alterar os perfis de dois jornalistas na Wikipedia, Carlos Alberto Sardenberg e Miriam Leitão, comentaristas de economia da Rede Globo, usando a rede de computadores do Palácio do Planalto, é filiado ao PT e trabalhava na Secretaria de Relações Institucionais, pasta que está sob o comando de Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT. As mudanças foram realizadas nos dias 10 e 13 de maio deste ano, segundo o jornal O Globo, quando Vieira Filho ocupava a Subchefia de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais. O nome do petista Luiz Alberto Marques Vieira Filho foi divulgado pela Casa Civil, que distribuiu nota informando que “a Comissão de Sindicância Investigativa, instaurada no âmbito da Casa Civil, identificou o servidor público ocupante de cargo efetivo da carreira de finanças e controle, Luiz Alberto Marques Vieira Filho, como autor das alterações nos verbetes ‘Miriam Leitão’ e ‘Carlos Alberto Sardenberg’ no Wikipédia utilizando recursos de informática do Palácio do Planalto”. O petista Vieira Filho é funcionário concursado do Ministério da Fazenda e ocupa a função de analista de finanças e controle do Ministério do Planejamento desde 27 de maio deste ano, com salário bruto de 22.065 reais, segundo dados do Portal da Transparência. O servidor é filiado ao diretório do PT de Ourinhos (SP) desde 1999. Formado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, FEA-USP, ele passou pelo centro Acadêmico Visconde de Cairu, que já foi presidido por Marcus Sokol e Aloizio Mercadante, petistas históricos. Filiou-se na mesma data que o pai, ex-presidente da Associação dos Engenheiros de Ourinhos. De acordo com a Casa Civil, Vieira Filho pediu afastamento do cargo e foi aberto um processo administrativo disciplinar para dar prosseguimento às investigações e dar direito à ampla defesa do servidor. O processo administrativo tem duração de 30 dias e, ao final, Vieira Filho poderá perder seu cargo efetivo. Ainda segundo a Casa Civil, durante o processo de investigação, o servidor “assumiu a autoria das alterações”.

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